quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

RioFan vai trazer o melhor do cinema de fantasia e horror para o Rio

Festival terá exibição de longas-metragens inéditos e uma homenagem a José Mojica Marins.

Em 2008, o Rio de Janeiro vai se tornar o principal ponto de encontro dos fãs do cinema de fantasia, horror e ficção-científica, com a realização de seu I Festival Internacional de Cinema Fantástico – o RioFan. Serão duas semanas de programação, que irá apresentar em primeira mão ao público carioca as melhores e mais originais produções do cinema de gênero. Uma das atrações do RioFan será uma mostra competitiva internacional de longas-metragens, com um panorama do que de mais insólito e inovador é produzido atualmente no cinema mundial.

A 1ª edição do RioFan irá prestar um tributo ao mestre José Mojica Marins, que lança em 2008 seu mais novo filme, "A Encarnação do Demônio", a última parte da trilogia protagonizada por sua mais célebre e imortal criação: o terrível Zé do Caixão. Aos 71 anos, Mojica é referência absoluta no território do cinema de horror e seus filmes contam com uma legião de admiradores em todas as partes do mundo. O cineasta será homenageado com a entrega de um prêmio pelo conjunto da obra e com uma programação muito especial dedicada a ele.
O festival também vai promover um concurso de vídeos com duração máxima de 1 minuto, aberto ao público, cujos vencedores serão exibidos como vinhetas nas sessões oficiais do evento. Além disso, uma série de eventos temáticos voltados para os fãs de horror, fantasia, quadrinhos e animação, além de exibições de clássicos do gênero e programas com vídeos e curtas-metragens nacionais produzidos pela nova geração do cinema fantástico no Brasil, irão integrar a programação do festival.

O RioFan está previsto para acontecer entre os dias 29 de abril e 11 de maio de 2008. As inscrições para a mostra competitiva de longas e para o concurso de vinhetas estarão abertas a partir de novembro. O festival tem patrocínio da Caixa Cultural.

MAIORES INFORMAÇÕES NOS SEGUINTES ENDEREÇOS:

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

UM CARA CHAMADO JOHANDSON...

Graças ao aconchego tecnológico ( que eu abominava à alguns anos atrás!) conheci esta figura mitológica, misto "freak" de punk '77 com pitadas psicotrópicas de Cocteau e Crumb. O tempo, as rugas e a depressão, ao invés de estragar este raro espécime de "que se foda..." só melhorou o traço deste vinagre primordial que é a sua arte...
Tá certo que o próprio sepultou o canibal que eu tanto admirava, mas o importante é que a arte de Johandson ainda vive; e algumas coisas irão morrer por causa disso!!!Bem, chega de lero-leros e terminemos com um release fantástico que resume este monstro de carbono:
" Johandson é um personagem de carne e osso. Respira o mesmo ar que a gente. Envelhece, engorda e precisa se alimentar como a gente. Mas se o conhecer, nota algo de pseudo humano nessa criatura. E esse cara ta aí, podendo esbarrar com ele numa livraria ou rua qualquer do Rio e levar um tempo pra entender o que sua enrolada dicção atrapalha. Trata-se de um sujeito humilde, brilhante e virtuosamente talentoso. Não dá pra deixar de apreciar a originalidade que vai além de um quadrinho (ou mesmo animação) marginal. Não se tratam daqueles rabiscos que não querem dizer porcaria nenhuma e pululam nas filipetas e folders de festas underground dando dor de cabeça pra quem tenta ler. E ai de você se questionar a "arte" de uma coisa que não diz a que veio. Os trabalhos de Johandson são diferentes: ótimos, abrangentes e principalmente, comunicam!"
Resenha retirada do site Atmosphera (www.atmosphera1.zip.net)

Conheça os trabalhos de Johandson Rezende:


quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

A DECOMPOSIÇÃO É INEVITÁVEL


A idéia é tão boa que só mesmo o terror que é fazer um filme no Brasil explica ela não ter sido executada antes: um manguezal destruído pela poluição acaba contaminando os pescadores que nele se sustentam, transformando-os em zumbis. Este é o mote de "Mangue Negro", longa de terror que o capixaba Rodrigo Aragão, 31, gravou no quintal de sua casa, numa aldeia de pescadores de Guarapari (ES), com uma equipe técnica de sete pessoas e R$ 50 mil conseguidos com um amigo produtor, sem leis de incentivo ou patrocínio. Nas palavras do próprio Aragão: "Comecei o 'Mangue Negro' sem um puto. Fiz os primeiros 15 minutos com todos trabalhando de graça, produzi os primeiros bonecos em três meses. Depois desse início, um colega resolveu produzir. Passei 2006 e 2007 nas filmagens, agora estou na edição. Ele vai ter cerca de 100 min. e será lançado no FANTASPOA (o Festival de Cinema Fantástico de Porto Alegre) no dia 01 de agosto". Desde cedo Rodrigo Aragão teve contato com as artes cênicas e o irreal. O pai era dono de um cinema e o irmão, artista plástico. Como todo entusiasta do cinema de horror, fez suas primeiras "podreiras" com a boa e velha farinha-de-trigo-com-anelina e com 12 anos já aterrorizava as tias. Aos 17, trabalhou em seu primeiro filme profissionalmente, como "gore-maker". Em 2000, montou o projeto "Mausoléum", espetáculo teatral de terror, intinerante, que rodou por Minas Gerais, Espírito Santo e Bahia. Quando o projeto acabou, voltou a Guarapari e começou a fazer curtas independentes, como o "Chupa-cabras" (feito com R$300, em um fim de semana). Daí partiu para "Mangue Negro", que ainda não tem distribuição acertada. Para se ter uma idéia do potencial do "cidadão", a linha que segue é a mesma dos tempos saudosos de Sam Raimi em "Evil Dead" e Peter Jackson "Fome Animal" e tem quem diz que um novo recorde nacional no uso de sangue e gosmas cenográficas acabou de ser estabelecido: 700 litros!

MANGUE NEGRO:
Título Original: Mangue Negro.
Origem: Brasil.
Direção: Rodrigo Aragão.
Gênero ou Sub-gênero: Zumbis.

Não deixem de procurar no Youtube "Sob a Lama do Mangue Negro", um curta metragem que traz uma prévia do que será visto no longa-metragem "Mangue Negro".

SOB A LAMA DO MANGUE NEGRO".

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

30 DE JANEIRO: DIA DO QUADRINHO NACIONAL.


Chegou o dia 30 de janeiro e nós ganhamos de presente TARJAS PRETAS na continuação do número especial de "Ana e a Rosa". Bom, é isso aí...o conteúdo "meio salgado" das histórias de nossa heroína não agradou os moralistas de plantão e para que este blog tenha pelo menos 10 edições resolvemos lançar as páginas restantes com um visual "macartista"...HEHEHEHEHE.

O DIA DO QUADRINHO NACIONAL:

A AQC-ESP (Associação dos Quadrinhistas e Caricaturistas do Estado de São Paulo) foi criada em 1984, para reunir os profissionais da categoria, procurando defender seus interesses e abrir perspectivas para semi profissionais e incentivar os amadores a abraçar esta arte. Com poucos recursos e muito boa vontade de alguns, a associação tem procurado cumprir esta orientação. Mas existe um outro aspecto muito importante que tem ocupado um espaço de destaque entre as atividades da AQC-ESP: o resgate e a referência aos grandes artistas do quadrinho nacional, que são homenageados anualmente através do Troféu Angelo Agostini. Angelo Agostini foi quem realizou a primeira história em quadrinhos, em seqüência e com um personagem fixo, no Brasil, que começou a ser publicada em 30 de janeiro de 1869. Além de seu papel destacado como republicano, anti-clerical e abolicionista, Agostini (que com certeza deixaria postar nossa Ana sem tarjas) delimitou fronteiras, criou estilo, influenciou e tornou a caricatura, a sátira política e os quadrinhos parte de nossa nascente imprensa.
O espírito do "Dia do Quadrinho Nacional" foi, inicialmente, o de consagrar como Mestres, os profissionais que dedicaram, pelo menos, vinte e cinco anos de seu trabalho aos quadrinhos nacionais. Depois, o sentido da homenagem foi ampliado para os melhores trabalhos do ano anterior e atualmente existe uma referência à produção alternativa, feita através dos fanzines. Mas a proposta inicial foi mantida, ou seja, a categoria; profissionais, amadores, estudiosos e aficionados do assunto escolhem, através de votação, quem receberá o Troféu Angelo Agostini. Por volta do mês de novembro de cada ano, são distribuídas as cédulas de votação. Feita a apuração, os vitoriosos são homenageados, com direito a uma exposição, troféu e muita badalação. Um momento emocionante para a maioria - constatação de que sua arte é apreciada por outros, além de ser uma festa para todos os quadrinhistas.
FONTE: http://www.bigorna.net/


CONTINUAÇÃO -Páginas 05-11.








Se você quer a versão integral de "Ana e a Rosa - Edição Zero", mande um e-mail para:

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

...E A NOVELA CONTINUA FIRME E FORTE!!!


Para comemorar o "Dia do Quadrinho Nacional" com estilo...e com desculpas!!!

Depois de se molhar, ser encarcerada involuntariamente atrás de um guarda-roupas, sofrer dezenas de tentativas de assassinato de JenovaH, a gata siamesa de R.Raven, e diversos outros motivos que desafiam a ciência do Homem, "Ana e a Rosa" o mais novo lançamento da Ravens House vai orgulhosamente apresentar...mais um pedido de desculpas por mais este atraso!!!

Talvez alguns não saibam, mas tanto os originais da versão "pornopirose" de Alice no País das Maravilhas, "Alícia em Marilândia", quanto o prelúdio e a primeira parte de "Ana e a Rosa" tiveram seus balões adulterados. Como a umidade alterou a cor do desenho, decidimos dar uma "recalchutada" na Aninha (que cá entre nós...precisa de um carinho!!!). A edição abaixo foi produzida com o intuito de divulgar a HQ. Intitulada "Ana e a Rosa - Edição Zero", funciona como um prelúdio sobre a vida anterior da protagonista. Sua vida, frustrações e medos em um relacionamento frio e instável.

BOM PROVEITO!!!






Para maiores informações mande um e-mail para: ravens_house@itelefonica.com.br

Ou nos visite no Orkut:

*HOUZINE*

http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=38313141


quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

UMA BREVE MENSAGEM DOS SUBTERRÂNEOS

Ser um fanzineiro não era a idéia que nossas mães tinham em mente quando nos geraram. Advocacia, veterinária, Odontologia, Psicologia, etc. tudo trocado pela ideologia própria que queimava nossa mente e exigia ser liberada.
Fizemos a coisa certa?
Sendo moldados pelo destino que a sociedade prega, é certo que conseguiríamos um status na própria Mãe-Mundo, mas e a nossa liberdade de expressão ? Onde ficaria ? Escondida sorrateiramente nos porões da mente, acorrentada e muda???

NÃO MESMO!!! Somos considerados loucos por seguir um caminho que muitos julgam ser sem sentido. Horas (e até dias!!!) debruçados sobre borrões de tinta, ilustrações e massas inertes de papel que, como um grotesco Frankenstein de celulose, estariam prestes a ganhar vida e caminhar. Ganhamos com esse suor uma gratificação maior que a do dinheiro. Ganhamos uma identidade única e a experiência de criar universos repletos de criaturas maravilhosas e terríveis. Somos "DEUS" por alguns minutos...
Mas por outro ângulo talvez sejamos realmente loucos. Freaks de uma nova espécie de razão e nossas máscaras possuem a boca descoberta e os olhos bem abertos. Se a loucura que todos condenam é esta sensação de asas abertas para qualquer lugar, seja ele real ou não, que venha então a loucura.
Fazemos porque gostamos e estamos fazendo gostar.

IAM GODOY, editor e um dos fundadores do grupo RAVENS HOUSE.


QUE DIABOS É FANZINE?

Um pouco de informação não faz mal à ninguém...


Fanzine é uma abreviação de fanatic magazine, mais propriamente da aglutinação da última sílaba da palavra magazine (revista) com a sílaba inicial de fanatic.
Fanzine é, portanto, uma revista editada por um fan (fã, em português). Trata-se de uma publicação despretensiosa, eventualmente sofisticada no aspecto gráfico, dependendo do poder econômico do respectivo editor (faneditor). Na sua maioria é livre de preconceitos, e engloba todo o tipo de temas, com especial incidência em histórias em quadrinhos, ficção científica, poesia, música, feminismo, vegetarianismo, veganismo, cinema, jogos de computador e vídeo-games, em padrões experimentais. Também se dedica à publicação de estudos sobre esses e outros temas, pelo que o público interessado nestes fanzines é bastante diversificado no que se refere a idades, sendo errônea a idéia de que se destina apenas aos jovens, ainda que estes sejam concretamente os que mais fazem uso desse meio de comunicação.
Prova desta afirmação é a de que os primeiros fanzines europeus, especialmente franceses e portugueses, foram editados por adultos, dedicando-se ao estudo da história em quadrinhos. A sua origem vai encontrar-se nos Estados Unidos em 1929. Seu uso foi marcante na Europa, especialmente na França, durante os movimentos de contra-cultura, de 1968. Graças a esses movimentos, os fanzines são uma ferramenta amplamente difundida de comunicação impressa de baixos custos.

Fanzines no Brasil

No Brasil o termo fanzine é genérico para toda produção independente. Houve, uma distinção entre fanzines (feitos por fãs) e produção independente (produção artística inédita), mas a disseminação do termo "fanzine", fez com que toda a produção independente no Brasil fosse denominada fanzines.
O primeiro fanzine brasileiro foi o "Ficção", criado por Edson Rontani em 1965 em Piracicaba, São Paulo. Criado em uma época que o termo que definia produção independente era "boletim", o fanzine trazia textos infomativos e uma interessante relação de publicações brasileiras de quadrinhos desde 1905.
A produção de fanzines no Brasil dos últimos anos vem crescendo e tem características de reação dos artistas e público ao descaso das editoras de quadrinhos com relação a produção nacional. Neste caso, os fanzines brasileiros possuem valor cultural e serão incorporados à história dos quadrinhos brasileiros por ser uma produção expressiva de quadrinhos no país diante da pequena produção editorial no início deste século.
Diante da grande produção de fanzines no Brasil, diversas iniciativas vêm sendo tomadas com o objetivo de registrar a produção nacional. Recentemente foi criada a Fanzinoteca de São Vicente que se tornou a segunda maior fanzinoteca do mundo por seu acervo de edições catalogadas. Em 2004 foi lançado o Catálogo oficial da Fanzinoteca de São Vicente contendo dados de 1.000 fanzines nacionais.

No Brasil ocorrem anualmente duas grandes convenções de fanzines: "Fanzinecon" e "Fanzine Expo", as duas são parte integrantes de eventos de anime/mangá. A "Fanzinecon" acontece dentro do evento "Animecon" e a "Fanzine Expo" acontece dentro da "Anime Dreams" e "Anime Friends" que na contou com mais de 50 fanzines expostos e um público de 40.000 pessoas em julho de 2005, segundo os organizadores.
Na região do Estado de São Paulo, mais precisamente na Baixada Santista, existe há cerca de dois anos "A Gazeta Alternativa", o que pode ser chamado de "o maior fanzine cultural da região". Publicado pela Editora Nova Linguagem, consiste propriamente de uma revista mensal, a qual mantém o espírito de uma publicação caseira, no que tange ao seu conteúdo. Surgido como um fanzine, a divulgação do mesmo aumentou de tal maneira a ponto de seus idealizadores sentirem-se obrigados a criar uma editora para viabilizar a publicação do mesmo, garantindo assim aos seus colaboradores todas as regalias referentes aos Direitos Autorais. Atualmente, com uma tiragem de 5.000 exemplares (coisa que, para um fanzine convencional, é impossível), "A Gazeta Alternativa" possui como característica principal o fato de que suas matérias são feitas pelos próprios leitores, consistindo assim em um espaço para a livre expressão da população jovem.

Fanzines em Portugal
Em Portugal fizeram sucesso nos anos 80 alguns fanzines vocacionados para a cultura Pop e Rock e ligados ao meio literário alternativo. São de destacar os fanzines: Da Frente, Confidências do Exílio e Abandassom, ligados ao mundo da música jovem e o Ara-Gris onde despertaram alguns nomes da literatura portuguesa dos anos 90. Algumas sobras encontram-se ainda à venda em vários alfarrabistas de Lisboa e Porto.

E-zine
E-zine é a contração de "electronic" e "fanzine", ou seja, um "fanzine eletrônico". Trata-se de uma publicação periódica, distribuída por e-mail ou postada num site, e que foca uma área específica (como informática, literatura, música experimental , etc). Possui as características de um fanzine, mas em vez de usar o formato tradicional de divulgação (papel), lança mão do formato eletrônico, seja como um documento que pode ser aberto por um aplicativo específico (por exemplo, um arquivo de texto, PDF ou HTML, geralmente com ligações que permitam percorrê-lo em modo de hipertexto), seja como um executável para uma plataforma específica.

Nestas publicações, direta ou indiretamente, se tratam de assuntos relacionados com a informática (hardware, software, programação, segurança, sistemas operacionais, etc). Existem também e-zines comerciais, mais voltados para a venda de espaços publicitários do que para a produção de conteúdo.


TODAS AS INFORMAÇÕES FORAM RETIRADAS DO SITE WIKIPÉDIA: