
FASTER PUSSYCAT, KILL, KILL!
Título Original: Faster, Pussycat! Kill! Kill!
Gênero: Exploitation / Drama / Comédia / Ação
Tempo de Duração: 83 min
Ano de Lançamento: 1966
País: EUA
Estúdio: Eve Productions
Distribuição: RM Films
Direção: Russ Meyer
Roteiro: Russ Meyer e Jack Moran
Produção: George Costello, Eve Meyer, Russ Meyer e Fred Owens
Música: Paul Sawtell e Bert Shefter
Direção de Fotografia: Walter Schenk
Edição: Russ Meyer
Efeitos Visuais: Orville Hallberg
Sinopse: No deserto californiano, três strippers em carros esportivos, após um racha com um casalzinho ingênuo, acabam matando o rapaz e sequestrando a garota. Em um posto de gasolina as garotas tomam conhecimento de uma bolada em dinheiro guardada por um velho deficiente físico que mora com dois filhos, um deles deficiente mental.Usando a garota sequestrada como isca para se aproximar do rancho do velho e colocar a mão na bolada, a stripper "chefona" Varla (Tura Satana), juntamente com as outras controladas por ela, tentam seduzir o velho e os filhos com o intuito de encontrar o dinheiro.Vale ressaltar também a ótima trilha sonora jazzística.
Mas não posso comentar este filme sem falar do diretor Russ Meyer. Este homem havia tido o melhor emprego do mundo (fotógrafo da revista Playboy) até que se fartou das fotografias e resolveu enveredar por uma carreira cinematográfica. Filmou vários filmes ao longo da sua vida, todos eles marcados pela rebeldia e humor “kitsch”. Foi muito perseguido pelas ativistas dos direitos das mulheres, que o acusavam de machista, apesar de hoje em dia ser-lhe reconhecido o valor na criação das chamadas Riot Girls (conhecidas comumente como bad girls). Polêmico, os filmes de Russ Meyer geralmente ou você adora ou odeia. Mas Meyer era um homem generoso, que se preocupava sempre com as mulheres, especialmente aquelas possuindo glândulas mamárias altamente desenvolvidas. A sua preocupação era tal que nos seus filmes só entravam garotas peitudas. Esta característica é a principal razão pela qual o seu nome entrou para a história do cinema. Essa e outra, que é "Faster, Pussycat! Kill! Kill!". FPKK é uma epopéia à violência e à emancipação da mulher, através da sua sexualidade. As "pussycats", três strippers
devidamente estereotipadas (temos a garota má vestida de preto, a loira burra e com sentimentos e a emigrante ilegal secretamente apaixonada pela garota má). Não é a toa que este filme virou um cult, ele marcou uma época e elevou o gênero das "bad girls" a um novo patamar. Antes deste filme as vilãs dos filmes eram conhecidas como as "femmes fatales". Elas matavam, mentiam e roubavam como de praxe só que de uma forma sutil, roubavam, mas na surdina, matavam mas com veneno ou com revólver (geralmente sem testemunhas). Em FPKK elas enfiam a porrada nos caras, dão facadas, roubam na cara dura e passeiam pelo deserto nos seus carros desportivos, rindo às gargalhadas. Não é a toa que Tarantino declarou que queria refilmar este clássico do Exploitation, nota-se claramente neste filme, seja a estória, fotografia ou trilha sonora que ele influenciou diretamente a obra deste diretor. Realmente parece ser um filme do Tarantino rodado nos anos 60. Até a trilha sonora do Faster, Pussycat! Kill! Kill! parece ser tirada de um filme do Tarantino vale a pena conferir. Para finalizar, este filme, para variar, não foi lançando no Brasil, então esta é uma boa oportunidade de você conferir este Cult, bom filme.Vale a pena ressaltar também que Russ Meyer foi um dos primeiro diretores ligados ao cinema exploitation a conseguir reconhecimento de críticos sérios e a atrair o público "mainstream" (curiosamente, FPKK que é considerado seu melhor filme, não tem sexo nem nudez), chegou a ser contratado pelos estúdios Fox para dirigir 5 filmes, dos quais apenas 2 saíram do papel. Apesar de sofrer processos pelo conteúdo subversivo de alguns filmes e não ser exatamente uma unanimidade dentre público e crítica, sua influência na cultura americana como um todo é imensurável. Sem ele não existiria seriados como "As Panteras" nem a atitude "bad girl"como conhecemos. O visual de Varla (Tura Satana, atriz principal) é tão emblemático que ela chegou a patenteá-lo e toda vez que Meyer precisava fazer modificações nos pôsteres era obrigado a liberar "umas verdinhas" para ela. Sem ele, o horror rural dos anos 70 teria outra cara. FPKK é um filme emblemático e divisor de águas, mas infelizmente é muito mais citado que visto, o que é realmente uma pena pois é mais uma prova do que um diretor capaz pode conseguir com um material limitado.
Elenco:
Tura Satana ... Varla
Haji ... Rosie
Lori Williams ... Billie
Sue Bernard ... Linda (as Susan Bernard)
Stuart Lancaster ... The Old Man
Paul Trinka ... Kirk
Dennis Busch ... The Vegetable
Ray Barlow ... Tommy
Michael Finn ... Gas Station Attendant (as Mickey Foxx)
FONTES:
































