quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Psylocibe Cubensis: Uma viagen interior ao desconhecido EU

Wagner Molock é um workaholic irrecuperável. Além de produzir com freqüência suas obras que mais parecem provindas dos pesadelos de H. P. Lovecraft ainda arranja tempo para produzir projetos musicais potentes como o Naberus, por exemplo. Psylocibe Cubensis é um destes “partos”, uma tentativa de condensar em alguns minutos as etapas de suas experiências psicodélicas, exteriorizando seu paladar apurado para instrumentos vintage, sons ecoantes, atmosfera atormentadora, memórias. É uma experiência cultural (ou contracultural?) e não apológica, não recomendável e muito menos encorajadora.

SEGUE UM RESUMO DAS FAIXAS:
Assimilação Cerebral:
É quando começa a sentir as primeiras reações do algo novo, diferente, sempre como a primeira vez, questionamentos vem a mente, os sons se deformam , a excitação já é maior que o medo ( que ainda não partiu totalmente) pois o "mundo" observado é novo, as sensações, alto nível criativo, esse universo pouco explorado, o interior de sua mente... entrando pelas portas da percepcão?

Penetração Mental: Já totalmente entregue aos mais variados sentidos e reações, navegando à deriva internamente, uma experiência extremamente íntima, vc se ouve, se manifesta nas mais variadas formas, sente a sonoridade vibrar em sua pele, quase explode em êxtase, a maior aproximação que pode ter de você mesmo.
Poliantéia Sonora:Você ouve/lembra-se de tudo que aprecia, acaba por fundir os sons, mesmo recorrendo a outros. A excitação continua imperiosa em você, experiência singular, da qual não quer sair nunca...seu porto mais seguro.

Ataraxia: A excitação se foi, você está em plenitude interior, reflexivo, impassível, orbitando uma galáxia ou apenas confortávelmente insensibilizado.

Mergulho no Hiperespaço: Você pode romper essa sensação repentinamente e penetrar em um mundo nunca antes observado (não que os outros já tenham sido vistos), ao menos em alguma parte de sua vida sentido, mas nunca observado, começa a abosrver e ter noção de que possui as respostas para tudo, mas apenas poderá trazer uma ínfima parcela da experiência, que no caso se bem assimilada já será de grande valia.

Trasmissão: Irá misturar a realidade com a ficção, não saberá até que ponto estará em uma situação real (mais intensamente que antes), momento perigoso que requer muito controle emocional e experiência particular, saber ter os pés no chão na hora certa. Transmissão alienígena?

Devaneio: O medo pode voltar, das mais variadas formas.

Intensidade: Seu corpo já cansado por toda essa aventura da mente ( que requer muito do organismo em geral), mas mesmo assim a intensidade inicial pode retornar, não sendo exatamente uma regra, mas ao invés da experiência ser concluída desfragmentando-se, muitas vezes ela pode ser concluída de forma intensa, o que exigirá muito de seu auto controle.

Atreva-se a conhecer mais este pesadelo musical de Wagnber Moloch clicando aqui:

quinta-feira, 20 de novembro de 2008










QUEM PODE SER SEU PIOR INIMIGO?
"Quem é seu maior inimigo? Qual a motivação que leva a esta perseguição?" Com estas questões eu apresento à vocês o curta "O inimigo".
Neste seu primeiro trabalho, Alexandre Ribeiro (com a ajuda na direção de Lexy Soares) trabalhou bem o tema e levou o conflito ao extremo, sugerindo um inimigo impossível de se apresentar aos nossos mais fiéis companheiros. Como se combate um inimigo que não se encontra em nossa dimensão? Esta e outras questões assombram o personagem central chamado Alexandre (Ederson Rocha), que é atormentado o tempo todo por um enigmático vulto de cartola e trajando negro, que em corredores sujos e sombrios indaga constantemente o protagonista com enigmas. Este trabalho, ousado de certa forma, é a prova de que para se fazer cinema no
Brasil não é preciso apenas de dinheiro, e sim, motivação. A trama é cheia de qualidades, mas eu prefiro destacar as cenas no sebo do Sr. Rosati, em Mauá, onde o inimigo do protagonista aparece no meios dos livros e a perseguição no metrô onde uma bizarra perseguição se inicia. Tanto a equipe que trabalhou no projeto quanto as atuações de Alexandre R. ao lado de Lexy Soares fizeram de "O inimigo" um curta-metragem de terror psicológico bom de ser visto. Um ponto a se citar e que é narrado nos extras por Marcos T. R. Almeida (que incorpora o "Mascarado" na trama) é a forte influência de trabalhos de Edgar Alan Poe e Stevenson ("William Wilson" e "O Médico e o Monstro") onde sempre duas personalidades estão em eterno conflito dentro do mesmo ser.

Fonte: Blog SESSÃO MALDITA:
http://sessao-maldita.blogspot.com/

quarta-feira, 12 de novembro de 2008









HATEMBRACE
“The Dawn of a New Age”

Ao colocar essa Demo no aparelho de som já me espanto com seu tempo de duração: pouco mais de quarenta minutos e apenas sete músicas! Então coloco a Demo pra rolar e sou brutalmente atacada por um Death Metal poderoso, com vocais cavernosos, mas com uma parte instrumental maravilhosa, seguindo uma temática egípcia. Nada que o Nile já não tenha feito, porém esses pernambucanos do Hatembrace mostram desenvoltura e um som, de certo modo, peculiar, onde carregam ainda mais nessas melodias, mais até mesmo que o próprio Nile. Logo na primeira música, “Gods Ari Kat Gods”, a banda mostra a que veio, com belos riffs e solos de guitarras, uma bateria técnica, mesclando brutalidade, partes cadenciadas e ‘blast beats’ ultra-velozes. Nada de velocidade e extremismo o tempo todo, e sim muito bom gosto na execução das músicas, numa sonoridade bem feita, técnica, cheia de melodias, propícias para se bater cabeça, e isso em músicas longas, mas que não cansam o ouvinte. Talvez a experiência de músicos tarimbados no Underground Pernambucano tenha feito a diferença no lançamento. O guitarrista Dimitrius e o baterista Ricardo Necrogod já fizeram parte da veterana Malkuth; o outro guitarrista, Miro Nomura, faz parte do Necroholocaust; baixista Ely tocou no Goryhate; e o vocalista Freddy Houde já fez parte do Infested Blood nos seus primórdios. Além disso, os vocais foram divididos entre Freddy, Dimitrius e Necrogod, o que deu uma maior versatilidade nas vocalizações, onde, além dos vocais tipicamente Death, podemos ouvir passagens que são cantadas mesmo. A gravação está muito boa e não dá para destacar uma ou outra música, pois todas são bem versáteis, basta ouvir “Sekhmet” e “The Throne of Seth”, e a maravilhosa “High of Victory”, para se tirar qualquer dúvida. Pena mesmo foi só a apresentação gráfica, que não ficou no mesmo nível, mas segundo informações que consegui, essa Demo vai ser relançada até o final do ano, então é de se esperar que a arte gráfica também tenha o mesmo cuidado da parte sonora.

Resenha por Valterlir Mendes


Contatos:

A/C Ricardo Necrogod. Avenida dos Girassóis, 240 – Centro. Camaragibe/PE. CEP: 54759-050
E-mail: necrogod_metal@hotmail.com
Site: www.myspace.com/bandahatembrace